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Senador do PDT propõe criação de CPI permanente no Senado

Cristovam Buarque quer comissão para investigar Executivo assim como Conselho de Ética, com Legislativo

Agência Brasil

15 de fevereiro de 2008 | 16h37

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) informou nesta sexta-feira, 15, que pretende protocolar, na próxima semana, projeto para criação de uma comissão permanente de inquérito (CPI) no Senado. "Para apurar todas as denúncias que surjam contra o Executivo, do mesmo jeito que já temos o Conselho de Ética, que investiga o Legislativo", disse o senador. Pela proposta, os integrantes da comissão seriam escolhidos pelos próprios senadores e teriam mandato de dois anos, e cada processo investigado teria um relator escolhido no momento da denúncia, como é hoje no Conselho de Ética. Para chegar a essa comissão, o pedido de investigação precisará passar pela aprovação dos 81 senadores em plenário. Com isso, Cristovam espera que os trabalhos da Casa não fiquem paralisados por conta das CPIs.  O senador disse temer que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos, protocolada na quinta no Senado, se transforme em chapa-branca, por ter presidente e relator de partidos da base do governo. PMDB e PT, por terem maior representação nas duas Casas têm direito aos cargos. "Isso poderia desmoralizar, mais uma vez, o Congresso Nacional", afirmou. O requerimento que pede a criação da CPMI teve adesão de 189 deputados e 28 senadores. A expectativa é que o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), leia em plenário o requerimento de instalação da CPMI na próxima semana. A leitura em plenário não garante o funcionamento da CPMI, porque deputados e senadores terão até a meia-noite do dia da leitura para, se desejarem, retirar assinaturas do requerimento. Se o número de assinantes for menor que 171 deputados e 27 senadores, o pedido de CPMI é arquivado.

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