Senador defende referendo para que cidadãos definam sobre jogos de azar

Para Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), legalidade evitaria figuras como a de Carlinhos Cachoeira

RICARDO BRITO - RICARDO.BRITO@GRUPOESTADO.COM.BR, Agência Estado

21 de junho de 2012 | 15h36

BRASÍLIA - No momento que se discute na CPI do Cachoeira as atividades ilegais do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) defendeu nesta quinta-feira, 21, a realização de um referendo para que os cidadãos decidam sobre a legalização dos jogos de azar. Para Cavalcanti, se a proposta for aprovada, não haveria mais o "senhor Carlinhos Cachoeira".

"É lógico que ele não existiria. Ele (Carlos Cachoeira) poderia atuar, mas não com o poder que ele tinha. Como é que ele adquiriu poder? Com dinheiro sujo. E aí o Brasil ficou sem receber um tostão de imposto, organizando uma máfia envolvendo policial, criminosos, políticos", afirmou, lembrando que desde a CPI dos Bingos, que encerrou os trabalhos em 2006, a atuação do contraventor com os jogos ilegais já era conhecida.

Mozarildo é autor de um projeto que libera a exploração de jogos em hotéis-fazenda e hotéis de selva na Amazônia e no Pantanal. Segundo o parlamentar, o País está perdendo empregos para outros países da América Latina onde a exploração do jogo é permitida. Ele disse que apenas o Brasil e Cuba proíbem a atividade. Em Roraima, exemplificou, brasileiros cruzam a fronteira para irem jogar na Venezuela.

Contudo, o parlamentar é favorável a que se submeta a referendo, caso aprovado pelo Congresso, uma proposta mais ampla, a que legalizaria a prática em território nacional. "Há hipocrisia principalmente daqueles que formam a opinião no País em discutir o assunto", afirmou Mozarildo à Agência Estado, após abordar o tema em um discurso no plenário, para uma plateia de apenas três senadores. "A criminalidade existe porque a atividade é crime. Na hora em que for descriminalizada, ela desaparece".

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