Senador defende ida de Rosemary ao Congresso para esclarecer acusações

Rosemary Nóvoa de Noronha foi indiciada pela PF por corrupção ativa e passiva e foi demitida do cargo de chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em SP no final de semana

Ricardo Brito, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 12h01

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) defendeu na manhã desta terça-feira à Agência Estado que Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, compareça ao Congresso Nacional para esclarecer as acusações que a envolvem na Operação Porto Seguro, deflagrada na última sexta-feira, 23, pela Polícia Federal. Indicada ao posto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rosemary foi indiciada pela PF por corrupção ativa e passiva e foi demitida do cargo no final de semana, pela presidente Dilma Rousseff.

"A protagonista é ela, não tem como não trazer", afirmou Ferraço. Para o senador, a estratégia dos líderes da base aliada do governo de permitir apenas o comparecimento dos ministros Luís Inácio Adams, da Advocacia Geral da União, e José Eduardo Cardozo, da Justiça, não estanca a crise decorrente do esquema de venda de pareceres técnicos em órgãos federais, desbaratada pela ação policial.

Nesta quarta-feira, 28, deve ser discutido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado o requerimento apresentado pelo colega de partido do capixaba, Pedro Simon (RS), que apresentou um convite para que o ministro da Justiça compareça à Casa para explicar a operação da PF, subordinada a ele. Ricardo Ferraço disse que deve aproveitar a reunião da CCJ para cobrar a vinda de Rosemary e de investigadores que atuaram na operação, como o delegado e superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon Filho.

Para Ferraço, Rosemary deveria ser a "primeira interessada" em explicar as suspeitas que pairam sobre ela na operação Porto Seguro. A ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo está envolvida, segundo a PF, no esquema de compra de pareceres em órgãos públicos favoráveis a interesses privados. Ela também influenciou na indicação para postos-chave de integrantes do grupo criminoso, como o diretor afastado da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, apontado como chefe do esquema.

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