Senador da base propõe referendo sobre tributo

O governo continua sendo surpreendido com novas demandas de senadores aliados, que condicionam o voto a favor da emenda da CPMF ao atendimento de suas reivindicações. Ontem foi a vez de Geraldo Mesquita (PMDB-AC) anunciar no plenário que só votará pela prorrogação se o governo concordar em fazer um referendo sobre o imposto do cheque junto com as eleições municipais do ano que vem. Nas contas do Planalto, seu voto era favorável."É uma proposta que deve ser discutida. Até acho que o referendo pode ser ampliado para perguntar à população sobre a reforma tributária", afirmou ontem o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), em discurso. "Quero aprovar a CPMF logo, se possível esta semana. A cada dia que passa, novas demandas aparecem", reclamou. Jucá, que é o relator da emenda, passou o dia de ontem tentando apagar incêndios e reverter os votos desfavoráveis ao imposto.Até ontem, a emenda recebera 18 propostas de mudança, entre elas a de Mesquita. Ele conseguiu 29 assinaturas para apresentar sua sugestão de referendo: por ela, a emenda seria alterada para prever que a CPMF seja prorrogada até 2011, "salvo decisão contrária proferida em referendo popular a ser realizado por ocasião das eleições municipais de 2008". Nesse caso, o imposto do cheque seria extinto com a proclamação do resultado.

Eugênia Lopes e Christiane Samarco, O Estadao de S.Paulo

04 Dezembro 2007 | 00h00

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