Senador cobra dados da Satiagraha e pede ação contra delegado

Heráclito Fortes, do DEM, acusa delegado afastado do caso Dantas, Protógenes Queiroz, de vazamento de dados

da Redação

23 de julho de 2008 | 14h01

O senador do DEM  Heráclito Fortes (PI) ingressou na última terça-feira com uma representação na Polícia Federal contra o delegado que comandou a Operação Satiaraha, Protógenes Queiroz, por vazamento de dados. Segundo a assessoria de Fortes, ele pediu também, no Ministério da Justiça, uma resposta de Tarso Genro sobre acesso a informações do caso. "O Senado aprovou requerimento para ter acesso à investigação da operação, mas ainda não obteve resposta do ministro", disse a assessoria do senador ao estadao.com.br.   Veja também: Presidente do STF justifica libertação de Dantas  Opine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel Dantas   O nome do senador aparece em pelo menos cinco conversas gravadas pela PF. Heráclito negou envolvimento com o esquema de Dantas e disse que sua amizade com Carlos Rodenburg - ex-cunhado de Daniel Dantas é antiga e não tem ligação com o que foi investigado.   A Câmara também quer informações sobre a operação. O envio da gravação do encontro que afastou o delegado da PF, Protóegenes Queiroz, atenderá a um requerimento de informações do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara. "Ouvi dos dois que não haveria problema em enviar a gravação", disse Jungmann, referindo-se a Tarso e ao diretor-interino da PF, Romero Menezes.   Sob fogo cerrado da cúpula da corporação, a quem acusa de ter obstruído a maior investigação de sua vida, Protógenes saiu do caso - oficialmente para fazer o Curso Superior de Polícia, em Brasília. Em seu relatório, Protógenes aponta Daniel Dantas como "capo" de organização criminosa que movimentou US$ 1,9 bilhão em paraísos fiscais. São 13 os indiciados da Satiagraha - além de Dantas, a PF enquadrou Verônica, sua irmã, a quem atribui graduação de "subchefe central da organização", e diretores e gerentes do Opportunity Fund, uns apontados como laranjas, outros como testas-de-ferro. O banqueiro foi indiciado por corrupção ativa e gestão fraudulenta de instituição financeira (artigo 4º da Lei 7.492/86, que trata dos crimes do colarinho branco).A Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado e fundador do PT, o relatório imputa o papel de "integrante de escalão especial". No mesmo patamar de Greenhalgh, a PF coloca o lobista Guilherme Henrique Sodré, o Guiga. Os dois, informa Protógenes, serão alvo de inquérito policial apartado.     (Com Denise Madueño e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo)   Texto alterado às 16 horas

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