Senador classifica de 'bobagem' discussão sobre a Amazônia

Declaração de Jefferson Peres (PDT-AM) refere-se a artigo do jornal norte-americano The New York Times

Fabíola Salvador, Agência Estado

18 de maio de 2008 | 19h37

O senador Jefferson Peres (PDT-AM) classificou como uma "bobagem" a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia é uma patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território. Sob o título "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", o jornal americano The New York Times, levanta uma discussão que, segundo o senador, é "recorrente", mas não passa de "opiniões isoladas". Veja tambem:Antes de Minc, governo já estudava Exército na Amazônia'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NYTMinc ataca burocracia para licença ambiental'Veja os ministros que deixaram o governo Lula Especial: Amazônia - Grandes reportagens  Saiba quem é Carlos Minc, chamado para o lugar de MarinaDo seringal ao ministério: a trajetória de Marina  "Esse tipo de discussão não nos preocupa porque não há grupos organizados defendendo essas idéias. São opiniões isoladas", afirmou ele, que é suplente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. No texto, o jornal lembra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros. O senador lembrou que líderes mundiais, como o estadista e ex-presidente da França, François Mitterrand, e a ex-primeira-ministra britânica, Margareth Thatcher, disseram no passado que a Amazônia era importante demais para ser só dos países da região. "Mesmo assim, essas opiniões não ganharam força", lembrou Peres. Na reportagem, o jornal cita o ex-vice-presidente Al Gore, que em 1989, disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é prioridade deles, ela pertence a todos nós." Peres lembrou ainda que a Organização das Nações Unidas (ONU) não prevê qualquer tipo de intervenção no território dos países. "As cartas da ONU não prevêem a retirada de territórios de países. A única exceção é a Antártica, que nunca pertenceu a nenhum país", afirmou. Ele lembrou que juridicamente é impossível a intervenção e que militarmente, a ocupação seria um "ato imperialista".

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