Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados
Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

Senador Arolde de Oliveira morre aos 83 anos de covid-19

Parlamentar estava internado no Rio desde 4 de outubro; aliado de Bolsonaro, cumpria primeiro mandato

Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2020 | 21h47

BRASÍLIA –O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), 83 anos, morreu na noite desta quarta-feira, 21, vítima de complicações geradas pelo novo coronavírus. A informação foi publicada no perfil oficial do parlamentar, no Twitter. 

“Comunicamos que nesta noite (21 de outubro) o Senhor Jesus recolheu para si nosso amado irmão, Senador Arolde de Oliveira. Falecido vítima de Covid e como consequência a falência dos órgãos. A família agradece o carinho e orações. Mais informações à posteriori”, afirma a publicação. 

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, Arolde cumpria seu primeiro mandato como senador da República, mas foi eleito deputado federal por nove mandatos consecutivos. O posto agora passará a ser ocupado pelo suplente, Carlos Portinho.

Evangélico e dono do grupo MK de Comunicação, Arolde nasceu no município de São Luiz Gonzaga (RS). Foi integrante da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), no Rio de Janeiro, e se formou engenheiro pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Especializado em telecomunicações, também atuou como executivo na Embratel.

Arolde disputou as eleições 2018 na chapa do candidato a governador Índio da Costa (PSD), mas teve na família Bolsonaro o principal apoio para chegar ao Senado. Durante a campanha, apesar de integrarem coligações diferentes, ele e Flávio Bolsonaro (PSL) – o outro candidato eleito senador pelo Rio - pediram votos um para o outro.

No Rio, Arolde já foi secretário municipal dos Transportes e secretário estadual do Trabalho.

Entre as principais pautas defendidas pelo senador eleito durante a campanha estiveram a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, a redução da maioridade penal, redução do número de parlamentares, a Escola Sem Partido e posições contrárias a legalização do aborto e das drogas.

Recentemente, nas redes sociais, Oliveira defendia o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19.

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