Senador aponta condutas incompatíveis de Demóstenes

Responsável por falar em nome do PSOL, o senador Randolfe Rodrigues (AP) fez uma longa exposição listando motivos para a cassação de Demóstenes Torres (sem partido-GO), em julgamento que ocorre nesta quarta-feira. "O representado teve várias condutas incompatíveis com o decoro", afirmou o senador do PSOL.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

11 de julho de 2012 | 12h48

Randolfe destacou a apresentação de requerimentos por Demóstenes e do repasse de informações sobre o trabalho na Casa ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele enfatizou que, quando surgiram as primeiras denúncias, o colega fez um discurso em plenário e recebeu apartes elogiosos da maioria dos colegas. "Estávamos diante de um ídolo de barro", afirmou Randolfe, dizendo que Demóstenes "ludibriou os senadores e o povo".

O senador do PSOL criticou o colega por ter recebido um aparelho Nextel de Cachoeira, que tinhas as contas pagas por este. Demóstenes já alegou que as contas tinham valor baixo. "A conduta moral não se mede pelo valor, seja conduta milionária, seja miserável". Pontuou ainda a atuação do colega junto ao governo de Goiás para defender interesses da Delta Engenharia a pedido de Cachoeira.

Randolfe concluiu sua manifestação criticando o voto secreto e dizendo não caber ao Senado "perdoar" o colega. "Perdão é algo que só pode ser concedido por Deus. A nós, homens públicos, membros da mais alta Casa Legislativa, se trata de cumprir com nosso dever quando se é chamado".

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