Senado vota aumento para seus funcionários

O plenário do Senado vota amanhã aumento salarial médio de 17% para os seus 3,7 mil servidores. De acordo com o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, a folha de pagamentos anual é de R$ 390 milhões, e sofrerá acréscimo de R$ 66,3 milhões. O aumento será pago em quatro anos e, ao contrário do reajuste da Câmara, de cerca de 20% (que elevou a folha de R$ 1 bilhão para R$ 1,2 bilhão) não será retroativo. Os senadores, como os deputados, não terão aumento, porque para tanto teria de ser aprovada uma lei de iniciativa dos presidentes dos três Poderes. O ministro do Planejamento, Martus Tavares, disse que o aumento de salário nas duas Casas do Legislativo vai causar dificuldades. Ele lembrou que o Tesouro enfrentará um rombo estimado, até agora, em R$ 6 bilhões, por causa do atraso na votação da CPMF e que será complicado encontrar dinheiro para pagar reajustes. "Não estou questionando o mérito de dar ou não o reajuste, mas é preciso a gente ter claro o significado financeiro disso e o momento".O primeiro-secretário do Senado, Carlos Wilson (PTB-PE), criticou Martus. Segundo ele, o aumento para o Senado, que está enfim fazendo o seu plano de cargos e salários, está previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). "Esse Martus é carrasco no Executivo e vem agora querer ser carrasco aqui também?", perguntou Wilson.No Senado, a aprovação do reajuste salarial para os servidores se dá de forma diferente da que ocorre na Câmara, onde a Mesa diretora decide tudo sozinha. Lá, o plenário tem de aprovar o projeto de resolução. Mas não deverá haver dificuldades para isso, porque a proposta é assinada pela maioria dos senadores.Com o plano de cargos e salários, os técnicos mais especializados devem passar a receber cerca de R$ 8 mil. Não podem ultrapassar os R$ 8,28 mil que são pagos mensalmente aos senadores. Em compensação, acabará o salário-base, que incorporará os penduricalhos como ajuda de custo. Com isso, quem já tiver tempo para pedir a aposentadoria terá ganhos elevados, porque o benefício será dado sobre o vencimento geral e não mais sobre o salário-base, normalmente inferior a R$ 1 mil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.