Senado vê ''erros grosseiros''

O Senado contesta a metodologia da Transparência Brasil. Em nota enviada por assessores da presidência, a Casa acusa a ONG de cometer erros "grosseiros", por misturar, nos cálculos, custos de naturezas diferentes e de ter uma suposta idéia fixa: provar que o parlamento brasileiro é o mais caro do mundo. A ONG, diz a nota, "mistura gastos previdenciários com investimentos e gastos correntes e depois divide o total das despesas pelo número de senadores, concluindo que cada senador ?custa tanto? ao País", o que seria incorreto. A Transparência Brasil reconhece que somou custos de naturezas diferentes, mas ressalta que o que importa é que a receita que os sustentam vem "dos impostos gastos pelo contribuinte". Também nega intenção de atingir a imagem do parlamento.A Assembléia do Rio afirma em nota não reconhecer imparcialidade nas informações da ONG a seu respeito. Segundo o texto, a Transparência publica "dados errados" quando, por exemplo, declara que a Casa não revela informações sobre suas viagens. Segundo a Assembléia os dados estão no site www.alerj.rj.gov.br.O coordenador de Projetos da ONG, Fabiano Angélico, afirma que a Assembléia do Rio divulga apenas destino e valor das viagens, sem especificar passagem, diária ou hotel. "A Casa só informa os gastos de viagens do último mês, não ao longo do tempo, o que permitiria à sociedade acompanhar os procedimentos", rebate.

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