Senado vai decidir como investigar Jader

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), foi forçado pela oposição a convocar para amanhã, quinta-feira, às 10 horas, uma reunião do Colégio de Líderes para analisar as denúncias que existem contra ele próprio, e decidir qual deverá ser o foro que irá apurar os fatos. Trata-se de um constrangimento inédito imposto ao presidente do Congresso, que obrigará o PSDB e o PFL a decidirem se solidarizam ou não com Jader Barbalho. "O Senado Federal está na berlinda e, independente da procedência ou não das denúncias (contra Jader), não é mais possível a omissão ou, pior, o desdém", afirma a nota assinada pelas lideranças oposicionistas, que diz ainda que "não é dado aos senadores, nesta hora tão grave, comportarem-se como avestruzes, frente aos perigos da ocasião". A convocação para a reunião do colégio de líderes foi anunciada duas horas depois de parte da bancada do PMDB no Senado ter aprovado uma moção de apoio a Jader Barbalho. A nota, redigida sob a orientação do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), ao ser lida em plenário, provocou a reação de vários peemedebistas, inclusive do presidente interino do partido, Maguito Vilela (GO), que fez questão de salientar que dava "solidariedade política a Jader, enquanto não houver prova concreta de envolvimento". "Aguardamos o julgamento da Justiça", disse ele, visivelmente confuso nas suas declarações e irritado. "Não foi dado um cheque em branco ao Jader", avisou o também goiano Mauro Miranda. A reunião foi marcada e a nota, redigida e divulgada sem a presença dos chamados representantes históricos do PMDB. Não estavam presentes os senadores gaúchos Pedro Simon e José Fogaça, nem José Alencar (MG). "Todos sabiam que naquele horário eu estava sendo homenageado na Câmara Legislativa do DF", declarou Simon. "Não li a nota, não me chamaram, não estava lá", desabafou, irritado.

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