Senado termina 2009 'brilhantemente', avalia José Sarney

Para ele, apesar da crise política, o número de projetos votados superou em 50%, em comparação a 2008

Carol Pires, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2009 | 12h16

Alvo de denúncias que tumultuaram o Senado ao longo da maior parte do ano, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), avaliou nesta quinta-feira, 17, que 2009 termina "brilhantemente" e que conseguiu "tirar proveito" das discussões acerca da crise administrativa do Senado.

 

"Começamos um ano no Senado muito tumultuado. Acredito que nós conseguimos, dessas discussões que tivemos, até tirar proveito, porque todo mundo se conscientizou da necessidade de decisão enérgica em todos os casos aqui existentes", disse o senador.

 

Apesar de os senadores não terem concluído a votação da Reforma Administrativa, Sarney avaliou que todos os problemas enfrentados pela Casa foram resolvidos, e o Senado voltou à tranquilidade.

 

"Não temos nenhum caso que não tenha sido resolvido daqueles emblemáticos, de censura do Senado e da administração do Senado. De maneira que eu acho que nós estamos terminando um ano brilhantemente, e o Senado está em absoluta tranquilidade, votando normalmente, em uma Casa politicamente tranquila", completou.

 

Sarney foi alvo de onze ações no Conselho de Ética do Senado nas quais era responsabilizado pela edição de atos secretos no Senado, usados para contratar aliados políticos, e também por fraudes na fundação que leva seu nome, no Maranhão. Todas as ações, porém, foram arquivadas sem haver investigação.

 

Hoje, o Senado realizará a última sessão de votações em plenário do ano. Na próxima semana, os parlamentares entrarão em recesso. De acordo com Sarney, apesar da crise política que paralisou a Casa por alguns meses, o número de projetos votados superou em 50%, em comparação ao ano passado.

 

"Votamos matérias da maior importância para o povo brasileiro, e ainda estamos votando. Eram legislações que estavam esperando soluções e não tínhamos tido ainda oportunidade de votá-las", disse Sarney, para salientar que, em 2010, apesar das eleições, trabalhará para o Senado não ficar parado.

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