Senado reforça segurança para receber Dilma

O plenário do Senado passa por uma varredura das 8 horas às 9h45 de hoje, minutos antes da chegada à Casa da presidente Dilma Rousseff. A presidente é esperada pouco antes das 10 horas, quando começa a solenidade de entrega do prêmio Bertha Lutz do qual é a principal agraciada. O prêmio é concedido a mulheres que contribuíram para ampliação dos direitos da mulher.

ROSA COSTA, Agência Estado

13 de março de 2012 | 09h04

Uma curiosidade é a presença entre as homenageadas de Eunice Michiles, primeira mulher a ocupar uma vaga no Senado. Eleita pelo sistema da sublegenda, ela substituiu João Bosco, escolhido em 1978, que morreu de enfarte. Quando assumiu o mandato, em 1979, Michiles era filiada à Arena, partido de sustentação do regime militar, que prendeu e submeteu Dilma Rousseff à tortura.

A primeira visita da presidente da República ao Congresso este ano coincide com o momento em que os parlamentares da base aliada se queixam do tratamento recebido do governo. O gesto coincide ainda com sua decisão de trocar o líder do governo no Senado. Sai Romero Jucá (PMDB-RR), que está no cargo desde 2006, escolhido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), ex-governador do Amazonas, que está no primeiro mandato.

O vice-presidente, Michel Temer, deverá comparecer ao ato. A Polícia do Senado e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) se encarregaram da segurança da presidente. Até a noite de ontem, o gabinete ainda não tinha informado se a presidente entrará no Senado pela rampa ou pela chapelaria.

A polícia do Senado reservou a portaria leste do plenário para o seu acesso ao local. O tapete azul próximo ao plenário ficará parcialmente interditado. Apenas autoridades e um único jornalista por empresa de comunicação estão autorizados a entrar no Senado e a se aproximar dos locais por onde a presidente passará.

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