Senado quer que TCU audite 'exportações' de plataforma

O plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira, em votação simbólica, um pedido do líder do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP), para que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize auditorias nas operações de exportações de plataformas pela Petrobras desde o início do governo Dilma Rousseff. Em outro requerimento aprovado de autoria do líder tucano, a Casa terá acesso às prestações de contas da estatal que estão no TCU dos últimos cinco anos.

RICARDO BRITO, Agência Estado

18 de março de 2014 | 20h33

Os dois pedidos do senador do PSDB ocorrem um mês após reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Broadcast, serviço de tempo real da Agência Estado, que relata que, segundo sindicalistas, por pressão política, plataformas têm sido inauguradas inacabadas e posteriormente finalizadas em alto mar.

Algumas dessas plataformas são enquadradas num benefício tributário, o Repetro. As embarcações passam ao guarda-chuva de uma subsidiária da Petrobras na Europa e podem ser contabilizadas pelo País como exportação, mesmo sem sair do Brasil.

No primeiro requerimento, o líder do PSDB disse que é preciso "averiguar a legalidade, legitimidade, economicidade e a veracidade" nas operações de exportação das plataformas da Petrobras. Segundo ele, a estatal contribuiu "fundamentalmente" para os maus resultados comerciais do País, ao fazer uma operação "forjada" com as exportações das plataformas.

Em relação ao segundo pedido, Aloysio Nunes Ferreira afirmou que os parlamentares têm o dever de fiscalizar as contas da empresa. "Faz aproximadamente dois anos que se acompanha a gradual queda da Petrobras. Após a desastrada política de preços imposta àquela empresa, associada às desvalorizações cambiais, ficou claro que o governo utilizou-se da empresa a fim de esconder o seu fracasso global na política econômica, empurrando seus erros para a estatal", justificou.

Para o parlamentar, a perda constante do valor da ações da Petrobras na Bolsa demonstra cabalmente que "algo de muito errado ocorreu na gestão da empresa". "Ressalte-se também que a mesma viu-se envolvida em nebulosas operações no exterior. A Petrobras é um patrimônio do povo brasileiro construído há mais de 60 anos", observou.

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