Senado quer investigar suposto seqüestro de desempregado

O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, determinou que seja aberta investigação para apurar as denúncias do desempregado Edivaldo Araújo, de que teria sofrido seqüestro e roubo por parte de três homens que, a seu ver, seriam funcionários do Legislativo.Na terça-feira passada Edivaldo ameaçou se jogar dentro do plenário do Senado, em protesto contra o desemprego. Foi contido pelo presidente daCasa, José Sarney (PMDB-AP). ?Peço a vossa excelência que não pule?, gritou Sarney. O senadores fizeram uma caixinha, arrecadaram R$ 300, e deram o dinheiro para Edivaldo. Em seguida, funcionários do Senado o transportaram até a rodoviária e o deixaram por lá.Acontece que Edivaldo sumiu no dia seguinte. Ao reaparecer na sexta-feira, ele foi a uma delegacia e registrou queixa, dizendo-sevítima de roubo, de seqüestro, tortura e de cárcere privado. Contou que logo depois de ter sido deixado na rodoviária, três homens que ocupavam uma blazer preta o chamaram pelo nome e o mandaram entrar no carro, dizendo que o levariam para sua casa, que fica em Cidade Ocidental (GO), a cerca de 40 quilômetros de Brasília. Mas foram para outras bandas. Segundo a queixa, ele teria ficado preso numa casa em localdesconhecido. Os homens teriam roubado seu dinheiro, deixando-o apenas com uma cédula de R$ 50.Agaciel disse que vai à delegacia pegar os dados da ocorrência registrada por Edivaldo e, ao mesmo tempo, pedirá auxílio da Polícia Civil para investigar o que teria ocorrido com o desempregado depois que ele deixou o prédio do Senado. O diretor disse ainda que o Senadonão tem nenhuma blazer na cor preta, apenas branca ou azul. Na sexta-feira, Edivaldo fez exame de corpo de delito no Instituto MédicoLegal de Brasília. O resultado fica pronto na semana que vem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.