'Senado pode ou não investigar Lobão Filho', diz Garibaldi

Ele foi acusado de usar o nome de uma empregada doméstica como "laranja" para esconder dívidas de R$ 12 mi

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2008 | 17h22

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou nesta quarta-feira, 16,  que as denúncias contra Edison Lobão Filho - suplente e filho do senador Edison Lobão, que poderá assumir o mandato do pai se este tomar posse no cargo de ministro de Minas e Energia - "precisam ser esclarecidas." Ao mesmo tempo, Garibaldi afirmou, em conversa com jornalistas ao chegar  ao Congresso, que "o Senado pode investigar" as denúncias "e pode não investigar."  Lobão Filho foi acusado, em 1999, de usar o nome de uma empregada doméstica como "laranja" para esconder dívidas de R$ 12 milhões. Em agosto de 2007, a Procuradoria Geral da República enviou ao Senado cópia de ação sobre supostas irregularidades no processo em que empresas de dele ganharam o direito de exploração de radiodifusão pela Rádio Curimã e TV Difusora, no Maranhão. Lobão Filho nega que tenha havido irregularidades. Daqui a pouco, às 18 horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o senador Edison Lobão, no Palácio do Planalto, para uma conversa em que decidirá se convida ou não o parlamentar para ser ministro de Minas e Energia. Segundo Garibaldi, no reinício dos trabalhos legislativos, em fevereiro, o Senado analisará os esclarecimentos prestados pelo senador e por seu filho para ver se "dão conta das denúncias." O senador afirmou: "Cada caso é um caso, não podemos nos precipitar. A Casa é que dirá como deverá ser esse procedimento." Segundo Garibaldi, seu possível futuro colega no Senado, Lobão Filho, está tendo sua vida "varrida" por denúncias que estão sendo publicadas na imprensa. "Essas denúncias não foram carimbadas por uma instituição como o Ministério Público, mas claro que precisam ser esclarecidas", disse. Garibaldi afirmou ainda que o episódio não é suficiente para a adoção de procedimentos individuais com vista a alterar o processo de substituição de Lobão pai por Lobão filho. Garibaldi disse que não se trata de comemorar a escolha de Lobão para ministro, e sim de aguardar a sua confirmação pelo presidente Lula, hoje. À pergunta se a possível escolha do senador Lobão lhe agradava, respondeu que os jornalistas, previamente, já conhecem sua resposta, e explicou: "Eu não iria comparecer ao Palácio do Planalto juntamente com todas as lideranças peemedebistas para fazer a indicação do senador Lobão se eu não acreditasse que ele vai fazer o que precisa ser feito." Ele se referia ao fato de ter participado do grupo de dirigentes peemedebistas que estiveram no palácio para indicar a Lula o nome do senador Lobão.

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