Senado ouve secretário que denuncia pressão a favor de Renan

Marcos Santi teria se demitido por discordar do posicionamento do órgão em relação ao presidente do Senado

ROSANA DE CASSIA, Agencia Estado

29 de agosto de 2007 | 13h36

A Corregedoria do Senado vai ouvir nesta tarde o ex-secretário-geral adjunto da Mesa Marcos Santi, que teria pedido demissão do cargo por discordar da forma como os órgãos técnicos da Casa têm se posicionado em defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros, que está sendo investigado por quebra de decoro parlamentar.   Veja também: Cronologia do caso Renan       Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação    Veja especial sobre o caso Renan      Ao chegar ao Senado nesta quarta, o presidente do Senado foi indagado sobre a questão e respondeu: "Quem conhece meu perfil sabe: isso não merece nem comentário".   O Conselho de Ética deve discutir nesta quarta  a proposta dos líderes dos partidos da oposição de abertura do voto dos senadores do Conselho de Ética no julgamento, previsto para quinta, da representação do PSOL contra o presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).   Segundo a denúncia, o presidente do Senado teria suas despesas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Junior.     Processos   Renan responde no Conselho de Ética por suspeita de quebra de decoro parlamentar. Ele teria suas despesas pessoais pagas pelo lobista Claudio Gontijo, ligado à construtora Mendes Junior.   Além deste caso, Renan é alvo de mais duas representações no órgão. Ele teria beneficiado a cervejaria Schincariol, que comprou uma fábrica de refrigerantes falida da família de Calheiros.   Na terceira, ele terá que explicar uma acusação de que seria dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas.   (Com Agência Senado)

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