Senado ouve funcionários do Prodasen

O Conselho de Ética do Senado prossegue hoje seus trabalhos ouvindo os depoimentos dos funcionários envolvidos na violação do painel eletrônico do plenário, considerados importantes para esclarecer se a ex-diretora do Prodasen, Regina Célia Borges, teria obedecido ordens dos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (PSDB-DF) ou agido por conta própria. Os técnicos deverão ser questionados também sobre especulações de outras possíveis violações ocorridas antes da sessão que cassou o mandato do então senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Apesar do seu depoimento estar marcado para quinta-feira no Conselho de Ética, o senador Antônio Carlos estará hoje no centro das atenções do Congresso. A confissão feita ontem por Arruda produziu expectativas de que Magalhães poderia seguir o mesmo caminho, o que, na avaliação de senadores, poderia atenuar o seu julgamento político pela quebra de decoro parlamentar. O discurso de Arruda serviu também para aliviar os líderes governistas.O resultado de sua confissão pública foi considerado positivo para diminuir a tensão em torno da crise e criar um ambiente propício até mesmo para realizar votações que estavam fora dos planos dos governistas. Entre os projetos que o governo tentará votar estão o que cria a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), na Comissão de Infra-estrutura do Senado, e a conclusão da votação dos dois projetos de lei complementar que regulamentam os fundos de pensão públicos e privados que estão trancando a pauta do plenário da Câmara.

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