Senado ouve Arruda a partir das 9 horas

O Conselho de Ética do Senado ouve hoje, a partir das 9 horas, o senador José Roberto Arruda (sem partido-DF) sobre o caso da violação do painel eletrônico na sessão de 28 de junho do ano passado em que foi cassado o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). O depoimento do ex-líder do governo é aguardado com expectativa depois que o ex-presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), se eximiu de qualquer responsabilidade sobre a violação e declarou que, por "razões de Estado e para preservar o Senado", não tomou providências para punir os responsáveis. Por isso, teria mantido o sigilo, que só rompeu após o laudo oficial da Unicamp comprovando a violação do painel e atestando que não houve alteração dos votos.Aliados do senador baiano avaliam que ele conseguiu encontrar uma saída jurídica para escapar da cassação. Mas falta ainda viabilizá-la politicamente. Com o depoimento de ACM, prestado ontem ao Conselho de Ética, a situação de Arruda pode ter ficado complicada. Se os integrantes do Conselho aceitarem a versão de ACM, Arruda não terá com quem dividir a responsabilidade pela violação. Para não ficar sozinho, o ex-líder do governo deverá, segundo seus assessores, dizer que conversara com ACM sobre a possibilidade de se obter a lista de votação.Só que, em pronunciamento que fez esta semana no plenário do Senado, Arruda não envolveu diretamente o senador baiano. São essas contradições que o Conselho espera esclarecer hoje. Caso isso não aconteça, haverá uma acareação entre os dois senadores. Outro ponto que Arruda precisa esclarecer é a declaração - também feita no discurso no qual confessou seu envolvimento no episódio - de que servira "com lealdade ao governo, até em situações muito mais graves que esta". Isso causou estranheza no Senado, principalmente à oposição, que vem tentando associar a violação do painel com o Palácio do Planalto.

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