Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Senado já tem assinaturas para criar CPI do Cachoeira

Líder do PT encaminhou relação com 28 nomes, um a mais que o necessário; Câmara ainda precisa coletar assinaturas dos deputados

Rosa Costa, da Agência Estado

17 de abril de 2012 | 15h57

BRASÍLIA - Com a assinatura dos 13 senadores do PT, o Senado já dispõe de apoio suficiente para criar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) encarregada de apurar o envolvimento do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e agentes públicos. O líder do PT, senador Walter Pinheiro (PT-BA), encaminhou nesta terça-feira, 17, a relação com as assinaturas de 28 senadores, uma a mais do que o necessário para formalizar a criação da comissão. Para o pedido ser encaminhado à Mesa Diretora do Congresso é necessário coletar também 171 assinaturas da Câmara.

Pinheiro aponta o apoio integral da bancada petista como sendo uma prova de que o governo não pretende brecar a investigação. "Nunca houve essa história de recuo", afirmou, rebatendo a informação de que o Planalto, ao pesar prós e contras, teria desistido da investigação, estimulada sobretudo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os líderes do PMDB, Renan Calheiros (AL), e do PSDB, Álvaro Dias (PR), também estão coletando assinaturas. A expectativa é a de obter o apoio da quase totalidade dos 81 senadores. Renan também negou a existência de pressão da parte do governo para inviabilizar a investigação. "Não fomos procurados por ninguém, não existe essa ou aquela direção", garantiu. O líder não sabe ainda quem serão os cinco representantes do partido na CPMI. Ele tampouco confirma a informação de que será um dos integrantes da comissão.

Demóstenes. Nesta terça, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um dos políticos mencioados nas investigações da Polícia Federal sobre Cachoeira, voltou a circular no Senado.  O envolvimento do senador com o contraventor já é alvo de processo no Conselho de Ética da Casa. Demóstenes negou conhecer as atividades ilícitas de Cachoeira. Também nesta terça, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decide se vai investigar o irmão do senador, o procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres, que também é citado em conversas telefônicas gravadas pela PF.

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