Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Senado ignora lista e mantém sessão de votação

Pauta segue ritmo previsto apesar da implicação de seu presidente, Eunício Oliveira

Marcio Rocha, especial para o 'Estado', O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2017 | 18h13
Atualizado 11 de abril de 2017 | 18h38

BRASÍLIA - Após a revelação pelo Estado da lista dos parlamentares com inquérito aberto pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado manteve a sessão de votação nesta terça-feira. Na pauta de votações, a indicação de Sergio Henrique Sá Leitão Filho para o cargo de diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A indicação foi aprovada na Comissão de Educação do Senado na manhã desta terça-feira, 11.

Fachin determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas - como mostram as 83 decisões do magistrado do STF. O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF.

Ainda estavam previstas as votações do projeto que cria a Identidade Civil Nacional (ICN) e também da criação do Dia Nacional da Arte Ikebana Sanguetsu, a ser comemorado no dia 23 de setembro.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que não sabia da existência da lista. Segundo o peemedebista, por estar presidindo a sessão no momento da divulgação da lista pelo Estadão, não tinha conhecimento de quem fazia parte do documento.

Eu estava presidindo a sessão e não tenho nenhuma informação sobre os nome e os inquéritos.” Mesmo assim, afirmou que políticos precisam estar preparados para possíveis acusações. “Os homens públicos tem que estar sempre atentos, sem medo de fazer os enfrentamentos que a vida pública nos oferece.”

 Mesmo informado que havia sido citado pelo ministro Fachin, Eunício não se preocupou e disse que vai continuar presidindo as sessões do Senado: “Vamos levar a pauta naturalmente como deve ser feito", afirmou, antes de entrar em seu gabinete.

 Minutos após ser questionado por jornalistas na porta do plenário, Eunício divulgou uma nota curta no qual se defende das acusações: "A Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir mentiras e versões alternativas da verdade", divulgou o peemedebista através da assessoria de imprensa.

Fachin determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas - como mostram as 83 decisões do magistrado do STF. O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF.

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