Senado divulgará prestação de contas de verba indenizatória

O presidente interino comemora a decisão, como um passo que permite mais 'visibilidade diante da sociedade'

Agência Senado

07 de novembro de 2007 | 14h51

A Comissão Diretora do Senado decidiu, na manhã desta quarta-feira,7, começar a divulgar na página da instituição na Internet a prestação de contas da verba indenizatória de R$ 15 mil que cada senador recebe mensalmente. O presidente interino da Casa, Tião Viana, celebrou a decisão como mais um passo do Legislativo no seu propósito de ter mais visibilidade diante da sociedade. Ele deu entrevista sobre o assunto na saída do seu gabinete. "Foi um avanço consistente, porque foi pautado, refletido e decidido por todos de que haveria um entendimento com os líderes para que o Senado divulgue na Internet a chamada verba indenizatória. Foi um avanço consistente. O que importa é que a decisão já foi tomada como um passo positivo a favor da transparência da instituição.  Viana falou também sobre a extinção da verba indenizatória."Sobre isso, nós vamos conversar com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, mostrando que existe um sentimento contrário à verba indenizatória em sua origem. Ela pode simular uma situação de mascarar salário, o que é muito ruim para a instituição. Temos que tratar essa questão de maneira direta e clara com a sociedade e com a imprensa. E eu refletirei sobre isso com Chinaglia.  Tião Viana observou que, no Senado, qualquer parlamentar deseja que essa verba indenizatória tenha um disciplinamento definitivo, sem margem para dúvidas. Em sua opinião, a maioria encara essa divulgação como um grande passo em favor da imagem do Legislativo e do próprio parlamentar. Para ele, quanto mais transparente for o Senado, mais credibilidade terá com a imprensa e com a sociedade. "E melhor será para a democracia". CPMF Na mesma entrevista, Tião Viana voltou a ser indagado sobre a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a vigência da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira. Em sua opinião, o governo ainda tem ampla margem de entendimento com os partidos de oposição a respeito da matéria, inclusive utilizando mais o trabalho de convencimento dos governadores.  "Acho que o governo está deixando claro que já negociou em muito os termos da CPMF e agora o assunto vai para uma esfera mais de diálogo político e responsabilidade com a governabilidade do País, com os espaços da Federação, ou seja, em mostrar como os estados vão reagir a qualquer movimento nesse assunto.

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