Senado deve votar na quinta-feira convocação de Thomaz Bastos

O pedido de convocação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pode ser votado nesta quinta-feira no Senado por causa da pressão da oposição para que ele dê esclarecimentos aos senadores sobre a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Hoje, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve conversas com alguns líderes partidários para discutir a necessidade de votação de seis medidas provisórias para que seja analisado o pedido de convocação de Thomaz Bastos no plenário.Antes de sessão de votação, Renan deve tentar fechar um acordo com os líderes para a ida de Thomaz Bastos no Senado. Estava prevista para hoje uma reunião de líderes para discutir o assunto, mas o encontro teve de ser cancelado porque o autor do requerimento de convocação de Bastos, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), embarcou para o Rio de Janeiro por causa da morte de sua mãe Izabel Victória Ribeiro cujo corpo será sepultado amanhã.Segundo o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), das seis medidas provisórias que estão trancando a pauta, apenas uma é polêmica, a que trata de gratificações definidas pelo Ministério da Previdência. Agripino é partidário da tese de que o ministro da Justiça venha voluntariamente para dar explicações aos senadores, evitando o constrangimento de ser convocado pelo Senado.Mas Agripino considera improvável que seja fechado um acordo de líderes para a ida do ministro da Justiça ao Senado. "Vamos a voto", disse o pefelista. Segundo ele, PFL, PDT e PSDB estão unidos para aprovar o requerimento. Juntos, os três partidos têm 35 dos 81 senadores e contam com o apoio de senadores de outros partidos da base governista. Para aprovar o requerimento, é necessário o apoio da maioria dos votos dos parlamentares presentes.Na Câmara, o presidente Aldo Rebelo (PCdoB-SP) vai dividir com os líderes partidários a decisão de colocar ou não em votação o pedido de convocação de Bastos, para prestar depoimento no plenário da Casa. O presidente sinalizou, no entanto, ser contrário à convocação. "Os assessores do ministro (da Justiça) prestaram depoimento à Polícia Federal sobre esse episódio. É necessário averiguar primeiro se os esclarecimentos são suficientes", comentou Rebelo.

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