Senado dá prazo para decisão do STF sobre CPI na Câmara

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faz a leitura nesta quarta-feira, 25, em plenário do requerimento de instalação da CPI do Apagão Aéreo, mas nenhuma investigação começa antes de 20 dias, prazo acertado nesta terça-feira entre governo e oposição para que os líderes partidários indiquem os integrantes da comissão. O prazo fixado na reunião de líderes dará tempo para que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se a mesma CPI será instalada na Câmara e para que os deputados a levem adiante em caso de decisão favorável. O STF julga o recurso da oposição pela instalação da CPI na Câmara também nesta quarta-feira. A decisão do Senado foi considerada uma boa oportunidade para o governo tentar um acordo que impeça a instalação da CPI na Casa. "Nós teremos agora 20 dias para negociar, conversar bastante e ver o que vamos fazer, mas eu sou contra duas CPIs para investigar a mesma coisa no Congresso, porque isso não agrega", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). A oposição não trata o entendimento dos líderes como vitória do governo, embora ainda esteja dividida em como lidar com a CPI caso a Câmara também investigue o caso. "Fizemos um levantamento e chegamos à conclusão que no último ano e meio todas as CPIs do Senado tiveram uma demora de pelo menos 18 dias para indicação dos membros", disse José Agripino Maia (RN), líder do DEM, buscando conferir naturalidade ao prazo. Agripino rejeitou o tratamento do acerto como derrota da oposição. "A CPI do Senado vai sair. Isso foi decidido em acordo de líderes partidários. E, para ser revogado, somente após dois fatores: uma nova reunião e um novo consenso."

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