Senado corta diretoria ''de fantasia''

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), prometeu ontem a exoneração, nas próximas horas, de 50 do total de 181 diretores da Casa. O corte é menor do que o proposto no dia anterior pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que defendeu a redução de, pelo menos, 50% dos 181 cargos de diretor, ao anunciar uma reestruturação da Casa com auditoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com as 50 exonerações, o Senado ainda manterá em sua estrutura 131 diretores, com direto a gratificações que variam de R$ 2.064,01 a R$ 2.229,13, além dos salários.Os exonerados perderão a função, mas, como são funcionários do Senado, não serão demitidos."Esses 50 são apenas uma primeira fornada dos que vão sair. Se for realmente confirmado que existem 181 cargos de diretor, não há dúvidas de que essa redução será superior a 50%", disse Heráclito. Ele observou que parte desses 181 cargos de direção são, na verdade, "diretores de fantasia". "São diretores que, na prática, são assessores ou diretores de si mesmos e não têm função específica", afirmou Heráclito.Diante da má repercussão na opinião pública, a Mesa Diretora começou ontem a "cortar cabeças". E foi criada uma comissão, integrada por sete funcionários, para rever contratos de prestação de serviços com fornecimento de mão de obra.

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