Senado corre para chegar ao fim do processo contra Renan

Oposição quer resolver os impasses esta semana e votar cassação em plenário na próxima quarta-feira

NATUZA NERY, REUTERS

04 de setembro de 2007 | 17h41

O Senado decidiu acelerar o processo que analisa a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e está disposto realizar as sessões do Conselho de Ética e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira. O presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE), deve convocar uma reunião extraordinária da comissão logo após a votação no conselho.  Veja também: 'Acusações viraram pó', diz Renan em mais uma defesaPara funcionária de Renan, ataque de ex-marido é para atingi-la PSOL quer incluir nova denúncia no caso Schincariol Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Cronologia do caso RenanEm semana decisiva, Renan pode enfrentar quarto processoNova denúncia: Renan tem de explicar propinas  As duas instâncias antecedem a votação em plenário, que encerra o processo. Pela proposta do líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio (AM), o Conselho votaria a proposta contra Renan na manhã de quarta-feira e a CCJ apreciaria o pedido de perda de mandato à tarde.Com isso, o caso estaria pronto para ir a plenário na quarta-feira seguinte, dia da semana em que tradicionalmente o Congresso tem quórum mais alto de parlamentares. "Hoje a previsão é essa, mas as coisas aqui vão mudando de acordo com a vontade do presidente ... Porque ele mudou de opinião e decidiu votar rápido eu não sei", disse Demóstenes Torres (DEM-GO).Renan Calheiros discursou nesta terça-feira em plenário, reiterou as críticas à revista Veja, responsável pela denúncia que desencadeou o processo por quebra de decoro, e condenou o voto aberto no Conselho de Ética. "A Constituição consagra a modalidade do voto, mas vamos deixar a coisa fluir. O direito constitucional está sendo esmagado em nome da continuidade do linchamento", afirmou.Aliados de Renan pretendem pedir revisão da decisão do Conselho de Ética, caso seja pela cassação do senador, sob o argumento de que a votação teria que ser secreta. Para evitar constrangimentos a seus aliados, Renan disse que ninguém está autorizado a divulgar em seu nome mapas da votação de seu caso em plenário.

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