Senado atenua punição a Regina Borges

O primeiro-secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), distribuiu no final da tarde desta quinta-feira nota oficial em que anuncia a suspensão, por 90 dias, da ex-diretora do Prodasen Regina Célia Borges e de seu marido, Ivar Alves Ferreira, pela participação da fraude no painel eletrônico da casa que já levou à renúncia dos ex-senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF). Os outros dois funcionários, Heitor Ledur e Hermilo Nógrega, também envolvidos na violação, foram suspensos por 30 dias. Durante esse período, segundo a nota de Carlos Wilson, os funcionários ficarão sem vencimentos. O senador explica, na nota, que a medida representa a segunda pena mais grave que poderia ser aplicada aos servidores. A outra seria a demissão. Ele cita quatro circunstâncias atenuantes que o levaram a tomar esta decisão: a confissão minuciosa da falta e a colaboração dos funcionários na apuração dos fatos no Conselho de Ética; o fato de que a falta cometida não transcorreu por iniciativa dos funcionários; os antecedentes - "a primariedade e os elogios nas fichas funcionais" - e, por último, "o fato de que aos senadores envolvidos coube, em última instância, o recurso da renúncia". Ainda segundo a nota, "aos funcionários, além de não disporem dessa prerrogativa, a punição poderia atingir de forma irreversível suas carreiras, algumas construídas ao longo de mais de 30 anos".

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