Senado aprova texto-base, mas fim do voto secreto fica para próxima terça

Decisão do presidente da casa, Renan Calheiros, adiou a conclusão da proposta; discussão de emendas que podem alterar o texto dividiu os parlamentares

Erich Decat, Agência Estado

13 de novembro de 2013 | 22h21

Brasília - O Senado adiou a conclusão da votação do projeto que estabelece o fim do voto secreto no Senado para a próxima terça-feira,19. Antes da decisão, proferida pelo presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), os senadores aprovaram o texto-base da matéria em primeiro turno.

Não se conseguiu avançar, no entanto, na discussão das emendas (sugestões de mudanças no texto) apresentadas no plenário. Essas emendas, na prática, podem alterar por completo o texto aprovado. A polêmica está no fato de que alguns parlamentares defendem que se mantenha o voto secreto nos casos de escolha de autoridades e vetos presidenciais.

A discussão desta quarta-feira, 13, durou cerca de seis horas e dividiu os discursos dos senadores proferidos da tribuna. O ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) foi um dos que se colocou contra a abertura dos votos para todos os casos. "O voto secreto é a base da democracia", disse o peemedebista. A discussão também dividiu os principais partidos da Casa como o PT e PSDB.

"Este Senado não pode, na tarde de hoje, e nem tem o direito de pedir para esconder o seu voto do povo brasileiro e do povo paraense", disse o senador Mario Couto (PSDB-PA). Já o líder do PSDB, senador Aloysio Nunes (SP), disse que era contra. "Eu creio que a abertura do voto fragiliza o Poder Legislativo nesse caso e também o Poder Judiciário".

De parte do PT, o líder Wellington Dias (PI) se posicionou a favor da proposta. "Mesmo se o meu partido tivesse outra posição, eu teria problema, porque, por convicção, eu defendo que o Brasil tem hoje maturidade, tem hoje tranquilidade suficiente para que tenhamos votação aberta em todas as votações", ressaltou. Já o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), disse que seguiria o voto da bancada, mas fez a ressalva. "Estamos vendo aqui a satanização do voto secreto".

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