André Dusek/Estadão
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Senado aprova quarentena para juízes e membros do MP disputarem eleições

Medida foi tomada um dia após a deflagração da operação Politeia, do Ministério Público Federal, que fez buscas em endereços de parlamentares investigados na Lava Jato

ISADORA PERON, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 21h45

Brasília - O Senado aprovou nesta quarta-feira, 15, um projeto que impõe uma espécie de quarentena para magistrados e integrantes do Ministério Público que quiserem disputar as eleições.

Um dia depois de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter determinado uma nova fase da Operação Lava Jato, em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra três senadores, a Casa aprovou o texto com ampla maioria: 47 votos a favor e 9 contra.

De acordo com o texto da proposta, esses profissionais - que inclui ministros de tribunais superiores, procuradores, promotores, desembargadores e juízes - só poderão concorrer se estiverem há dois anos afastados dos cargos.

Autor do projeto, o senador Fernando Collor (PTB-AL), queria que a proposta fosse ainda mais dura. "Eu defendo uma quarentena de, no mínimo quatro anos, sobretudo nesse momento tão midiático protagonizado pelo Ministério Público", disse.

Collor foi um dos que tiveram a casa vasculhada pela Polícia Federal esta semana. O ex-presidente tem feito reiteradas críticas ao protagonismo alcançado por Janot. Entre os objetivos do projeto apresentado pelo senador está o de impedir que juízes e procuradores usem os cargos para se beneficiarem nas disputas eleitorais.

Até agora, o Senado já aprovou outros dois projetos. A Casa segue apreciando propostas relativas à reforma do sistema político-eleitoral. Todos eles seguem para a análise da Câmara dos Deputados.

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