Senado alega falta de acordo e adia pauta para próxima semana

Por falta de acordo entre os líderes partidários em torno da votação da proposta de emenda constitucional que reduz o número de vereadores, toda a pauta do Senado foi adiada para a próxima semana, inclusive o projeto que trata de Lei de Falências. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC) disse que é melhor esperar "baixar a poeira" e avaliar a situação. Os líderes vão avaliar, por exemplo, se a preposta de emenda constitucional (PEC) que limita o número de vereadores precisaria ser promulgada até amanhã para que a nova lei entre em vigor ainda nas eleições deste ano. Mas se esse prazo for flexível, expirando por exemplo até 5 de julho, data limite para a homologação de candidaturas na Justiça eleitoral os senadores terão mais prazo para votar. O pivô da briga entre senadores foi justamente a falta de acordo entre os partidos para reduzir os prazos regimentais e permitir a aprovação hoje do segundo turno da PEC, aprovada ontem em primeiro turno. Outro problema a ser enfrentado pelos líderes é que a partir de terça-feira a medida provisória que fixa o salário mínimo em R$ 260 vai trancar a pauta do Senado. Isso vai criar mais dificuldades para o governo, que deseja acelerar a aprovação da Lei de Falências. Os líderes dos partidos aliados vão se reunir hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para buscar uma saída e avaliar se há condições de votar logo a MP do mínimo para agilizar a votação de outros projetos de interesse do governo.

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