Senado adia votações no caso Eduardo Jorge

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou para sua próxima reunião a votação de vários requerimentos que pedem a quebra do sigilo bancário do ex-secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge Caldas Pereira. O primeiro deles, envolvendo a quebra de sigilo do próprio Eduardo Jorge, de seus familiares e sócios, num total de 21 pessoas, é de autoria do líder do bloco de oposição no Senado, José Eduardo Dutra (PT-SE).Outro requerimento, este pedindo ao Ministério da Fazenda, por meio do Banco Central, a relação de todos os depósitos oriundos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo nas contas de Eduardo Jorge, no período de janeiro de 1995 até julho de 2000, é de autoria do vice-líder do governo, senador Romero Jucá (PSDB-RR).Na relação está ainda um segundo requerimento de Jucá, este pedindo ao Ministério da Fazenda informações sobre auditoria fiscal realizada para verificar denúncias de sonegação fiscal, enriquecimento ilícito ou crescimento do patrimônio de Eduardo Jorge e de sua esposa, Lídice Caldas Pereira.O presidente da CCJ, senador Bernardo Cabral (PFL-AM), recorreu ao Regimento do Senado para adiar a votação dos requerimentos, alegando que os relatores - senadores José Fogaça (PMDB-RS) e Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) - ainda não tinham publicado seus pareceres.

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