Senado adia CPI para investigar remessas ilegais ao exterior

O Senado decidiu em reunião com líderes partidários adiar a criação de uma CPI para investigar a remessa ilegal ao exterior de R$ 30 bilhões pelas contas CC-5. O requerimento de criação da CPI foi apresentado à Mesa com 35 assinaturas, superando o número regimental de 27. A decisão foi tomada em reunião do presidente da Casa, José Sarney, com todos os líderes partidários, na qual, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, prometeu que as investigações serão aprofundadas pela Polícia Federal e que para isso serão enviados novos delegados à Nova York para prosseguir os trabalhos. Em nota, assinada por todos os líderes, a presidência do Senado informou que a decisão de postergar a instalação de uma CPI foi tomada "diante do compromisso do governo de aprofundar e concluir, de forma rigorosa, as investigações que envolvem as contas CC-5 de Foz do Iguaçu, o que implicará a retomada da apuração em Nova York dos dados bancários que envolvem essas apurações e do pleno apoio do governo ao trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e da Controladoria Geral da União frente a esse episódio". A nota afirma também que as lideranças do Senado acompanharão as investigações "para assegurar total transparência, identificação dos responsáveis e punição de todos os envolvidos nos eventuais ilícitos cambiais decorrentes dessas operações".

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