Semanas após aprovação, CPI do MST é instalada no Congresso

Comissão foi proposta em meados de outubro e aguardava indicações dos partidos da base aliada para instalção

estadao.com.br,

09 de dezembro de 2009 | 16h23

Mais de um mês após sua criação, foi instalada nesta quarta-feira, 9, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST, destinada a apurar os repasses de recursos de organizações não-governamentais ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

 

O impasse para a instalação da comissão vinha desde sua aprovação pelo Congresso Nacional, em meados de outubro. Temendo a utilização da CPI como plataforma para ataques ao governo, os líderes da base aliada vinham evitando indicar os nomes que formariam a comissão. A situação foi revertida nos últimos dias, com as indicações para os cargos chaves da CPI.

 

Criada por requerimento da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a comissão será presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE) e terá como vice-presidente o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) - responsável por colher as assinaturas na Câmara dos Deputados. O relator da comissão, que voltará a se reunir na próxima quarta-feira, 16, para a apresentação de seu plano de trabalho, será o deputado governista Jilmar Tatto (PT-SP).

 

O bloco de apoio ao governo no Senado indicou oito parlamentares, entre eles o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O bloco da minoria indicou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Demóstenes Torres (DEM-GO). Na Câmara, o DEM Abelardo Lupion (PR). Pelos governistas, irão compor a comissão, entre outros, a deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) e Julião Amin (PDT-ES).

 

A estratégia do governo era empurrar com a barriga a instalação da CPI do MST, ao mesmo tempo em que, se for inevitável seu funcionamento, transformá-la em uma nova CPI da Petrobrás. Criada com estardalhaço pela oposição, a comissão de inquérito para investigar a estatal do petróleo acabou esvaziada. Sem maioria, os oposicionistas não conseguiram aprovar nenhum requerimento de convocação nem avançar nas apurações de supostas irregularidades e, em protesto, acabaram se retirando da CPI.F

 

Com informações da Agência Senado

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