Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

'Sem vereadores do PT Marta não tem voto na periferia', diz tucano

Andrea Matarazzo, cotado para disputar a Prefeitura de SP em 2016, avalia impacto da possível saída de senadora do Partido dos Trabalhadores na disputa local

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

12 de janeiro de 2015 | 15h45

São Paulo - Os tucanos paulistas consideram positiva uma eventual candidatura da senadora Marta Suplicy (PT) à Prefeitura da capital em 2016 caso ela deixe o PT e concorra por outra legenda. "Ela tira voto do (Fernando) Haddad. O eleitorado tucano não vota na Marta por nada", avalia o vereador Andrea Matarazzo. Líder do PSDB na Câmara dos Vereadores, ele é um dos cotados para concorrer ao cargo de prefeito.

 "Os votos da periferia não são dela, são do PT. Sem os irmãos Tatto ela não tem voto no Grajaú. Sem o Vavá dos Transportes ela não tem voto em Eermelino Matarazzo", pontua o vereador. A saída da senadora do PT é considerada por petistas uma questão de tempo. Em entrevista publicada domingo pelo Estado, a ex-ministra afirmou que o ex-aliado Rui Falcão, presidente nacional da legenda, traiu o partido, e que Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, é "inimigo".

 "Esperamos que no segundo turno de 2016 a Marta retribua ao PSDB o apoio que o (ex-governador) Mário Covas deu ela em 2000", provoca Felipe Sigollo, membro da direção executiva do PSDB em São Paulo. A avaliação dos tucanos é que a presença de Marta na disputa e a provável candidatura de Celso Russomanno (PRB) garantiriam o segundo turno na capital. "A Marta vai complicar a vida dele", diz Sigollo.

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