Sem verba, Saúde pode 'entrar em colapso', diz Temporão

Ministro disse que sua pasta precisa de R$ 10 bi a mais por ano; para ele, Congresso deve apresentar solução

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

20 de maio de 2008 | 15h13

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou nesta terça-feira, 20, que o Brasil está "sentando em uma bomba-relógio" e que o sistema de saúde corre "o sério risco de entrar em colapso" se novos recursos não forem disponibilizados. Em Genebra, onde participa nesta semana da Assembléia Mundial da Saúde, Temporão deixou claro que sua pasta precisa de R$ 10 bilhões a mais por ano para que o País tenha "um sistema de saúde decente" e afirmou que já pediu estudos para viabilizar o dinheiro.   Veja Também:  Entenda a Emenda 29   Entenda a cobrança da CPMF  'Não há iniciativa do governo para criar imposto', diz Lula   "O ministro Guido Mantega trabalha com a possibilidade de taxar o setor de cigarro e bebida. Mas, por nossas contas, essa solução apenas geraria R$ 3 bilhões por ano ao setor. A questão é saber de onde virão os outros R$ 7 bilhões." Para ele, cabe também ao Congresso encontrar uma solução.   "O que vemos é que o sistema de saúde é hoje subfinanciado e há uma contradição entre o ideário que queremos para o setor e a realidade. Sem esses recursos, os programas não terão sustentabilidade e novos medicamentos não poderão ser incluídos nas listas de compras do governo, mesmo que em outros países estejam salvando vidas. Depois não adianta reclamar. Por isso também é que precisamos regulamentar a emenda 29", afirmou.   Temporão ainda lembrou a decisão do Senado, no ano passado, de extinguir a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), e ressaltou que o governo não vai fazer uma nova CPMF.

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