Sem trégua da base, oposição insiste em investigação da CPI

PSDB e DEM se reuniram nesta quarta e decidiram insistir mesmo sabendo que será um desgaste

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2008 | 17h23

As cúpulas do PSDB e DEM se reuniram nesta quarta-feira, 9, e decidiram insistir nas investigações sobre os Cartões Corporativos  na nova CPI, mesmo constatando que será um desgaste para os dois partidos uma vez que a base aliada não vai dar trégua. O líder do DEM, José Agripino (RN), disse que na CPI Mista a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que participou da reunião, vai continuar a frente dos trabalhos mas a oposição continuará esvaziando as sessões, a exemplo do que ocorreu nesta tarde, quando praticamente a sessão foi realizada com os partidos aliados.   Veja também:   Ouça o 'melô dos cartões'  À CPI, diretor da Abin defende sigilo da Presidência ARQUIVO:  Secretária da Igualdade Racial é líder em gastos, revela Estado  Gastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008 Os ministros caídos  Entenda a crise dos cartões corporativos    "A Marisa(a Serrano) vai atuar com racionalidade e no limite do que achar conveniente", afirmou. O DEM já indicou dois representantes para a CPI exclusiva: Efraim Morais (PB) e Demósthenes Torres (GO). O PSDB ainda não escolheu seu representante, que poderá ser Marconi Perillo (GO) ou Álvaro Dias(PR). Para acomodar esses senadores, PSDB e DEM terão de fazer um remanejamento nas quatro CPIs do Senado, uma vez que o regimento não permite que um mesmo senador integre duas CPIs como titular.   Da parte da base governista, o governo, o PMDB indicou os senadores Valdir Raupp (RO), Gilvan Borges (RR) e o líder Romero Jucá (RR). Raupp já havia apresentado um requerimento à mesa com as indicações mas retirou a pedido da líder do PT, Ideli Salvatti, que propôs fazer em bloco as indicações envolvendo todos os partidos aliados.

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