Carmen Pompeu/Especial para o Estado
Carmen Pompeu/Especial para o Estado

Sem-teto acampam na sede do governo do Ceará

Grupo monta barracas nos jardins do Palácio da Abolição para pressionar liberação de unidades do Minha Casa Minha Vida

Carmen Pompeu, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2017 | 18h14

FORTALEZA – Um grupo de sem-teto montou acampamento com colchões, barracas e redes, desde as seis horas da manhã desta terça-feira, 16, nos jardins do Palácio da Abolição, sede do governo cearense. Redes foram armadas até no Mausoléo Castelo Branco, onde estão os restos mortais do presidente da República (1964-67). Os manifestantes cobram a entrega de dois residenciais do programa "Minha Casa Minha Vida". Eles dizem que vão "morar" no Palácio até a liberação dos imóveis.

São 850 famílias com crianças pequenas. As duas vias da Avenida Barão de Studart, no trecho em frente ao palácio, foram interditadas pelos manifestantes. De acordo com o líder do Movimento Luta por Moradia (MLM), Erisvaldo Neres, o secretário da Casa Civil do Ceará, Nelson Martins, se prontificou a recebê-los. “Recusamos porque temos uma pauta que envolve várias secretarias, por isso queremos ser recebidos pelo próprio governador (Camilo Santana)”, afirmou.

Ainda segundo ele, faltam cerca de 2 mil moradias dos conjuntos Cidade Jardim I e II para serem entregues às famílias cadastradas no programa. “Dessas, 1.200 deveriam ser entregues em junho próximo. Mas já nos avisaram que não vai ser possível, porque a obra parou com 70% pronta. Metade dos operários foi colocada para fora, dizem, por falta de repasse do governo federal”, disse o dirigente do MLM.

Até o final da tarde, a ocupação seguia pacífica. Policiais protegiam a entrada do Palácio, que foi isolada por gradis. De acordo com a assessoria de Comunicação do Governo, uma comissão será recebida, ainda nesta terça, 16, pelo secretário Nelson Martins.

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