Sem-terra voltam a ocupar prédio do Incra em Araraquara

Sem-terra reivindicam melhorias na infra-etsrutura do assentamento e assistência técnica

Brás Henrique, Agência Estado

31 de julho de 2008 | 14h37

Entre 50 e 100 sem-terra, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), de Ribeirão Preto, voltaram a ocupar o prédio da sede regional de Araraquara do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Vamos ficar aqui para ajudar o pessoal de São Paulo, já que as negociações não avançaram lá", informou o líder da ocupação, o diretor regional do MST, Sirlei Moreira. Segundo ele, o grupo ficará no local até uma posição definitiva do que ocorrer na Capital. No dia 22 de julho, mais de 50 sem-terra ocuparam a mesma sede do Incra, saindo de lá no dia seguinte. Os funcionários da administração regional do Incra foram orientados pelos superiores a saírem do prédio.   "Nossos técnicos foram orientados a não permanecer no prédio para evitar qualquer tipo de conflito, mas as equipes de campo continuam trabalhando normalmente", informou o coordenador-regional do Incra em Araraquara, José Luís dos Santos Ferreira. Cerca de 15 funcionários da sede não trabalharam ontem (31), desde a ocupação, que ocorreu por volta de 8h30. Os funcionários de campo estiveram atuando nos três assentamentos de Ribeirão Preto e em áreas de Descalvado e Bocaina.   Os sem-terra da região de Ribeirão Preto divulgaram que três itens são importantes na pauta de reivindicações do movimento: melhoria de infra-estrutura nos assentamentos, assistência técnica e política de estímulo à comercialização de seus produtos agroindustriais, e agilidade nos processos de assentamentos de famílias acampadas e vistoria em novas áreas que possam ser destinadas à reforma agrária na região.

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