Sem-terra vão ampliar acampamento em Uruana

O Movimento Sem-Terra (MST) decidiu hoje ampliar o número de sem-terra e assentados acampados na margem do rio São Miguel, perto da fazenda Renascença, do embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima, em Uruana (MG). É uma reação ao anúncio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que condicionou a continuidade do diálogo, iniciado ontem, ao desmonte do acampamento. Assentados de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e da Bahia podem seguir para o local. Os sem-terra estão a 3 quilômetros de Uruana desde a noite de domingo, quando entraram em confronto com a Polícia Militar. O conflito ocorreu na ponte sobre o Rio São Miguel, no momento em que as famílias - cerca de 600 pessoas - tentavam chegar à fazenda Renascença, do embaixador do Brasil na Itália, embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima. Dezessete sem-terra foram feridos e atendidos no Hospital de Arinos."Não vamos recuar, cruzar os braços", avisou um dos coordenadores do MST, Valmir de Oliveira. "Tudo que vier a acontecer daqui por diante será responsabilidade do governo". De acordo com Oliveira, o MST já cedeu demais ao Incra "e, desta vez, não dá mais para ficar só na base de promessas". Os sem-terra encaminharam ao Incra uma pauta com 17 itens, entre eles o aumento dos créditos agrícolas e o parcelamento das áreas já desapropriadas.

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