Sem-terra tentam prestar queixa e acabam presos em PE

Seis integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Pernambuco foram presos, na noite da última quinta-feira, no município de Água Preta, no sertão do Estado, quando tentavam prestar queixa contra um grupo de policiais militares, sob a alegação de que os militares teriam agredido famílias ligadas ao MST durante uma ação de despejo, realizada na última quarta-feira. Segundo a coordenação do MST, a prisão foi realizada sem que houvesse nenhuma queixa formal contra os agricultores. "Eles foram à delegacia para pedir providências contra a ação dos policiais, que bateram nas pessoas, inclusive em mulheres e crianças, destruíram as lavouras e atearam fogos nos barracos de nosso pessoal. Mais uma vez a polícia se vira contra os trabalhadores", reclamou Joba Alves, da coordenação estadual do MST. Na última quinta-feira, os advogados do MST denunciaram o caso ao Ministério Público de Pernambuco (que tem uma promotoria exclusiva para questões agrárias) e ao Incra. Os sem-terra prometem fazer uma série de protestos para cobrar a libertação dos colegas presos. Temendo uma ação do MST, a Polícia Civil transferiu o grupo para uma delegacia na cidade de Garanhuns, no Agreste pernambucano. Nenhum policial das delegacias de Água Preta ou Garanhuns quiseram falar sobre o caso. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o assunto já foi repassado ao chefe de Polícia Civil, Djalma Raposo, que, por enquanto, não se pronunciará.

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