Sem-terra se preparam para resistir à desocupação no RS

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que ocupam uma área em Coqueiros do Sul, próximo a Carazinho, no norte do Rio Grande do Sul, estão preparando barricadas e trincheiras para resistir à desocupação, caso o Incra não ofereça uma proposta concreta de assentamento. Uma reunião entre os invasores e o Incra está marcada para as 11horas desta quinta-feira. A informação é da coordenação do MST. Amanhã termina o prazo acordo para que os cerca de 700 sem-terra que invadiram a Fazenda Guerra, em 2 de abril, deixem a área. Cerca de 250 integrantes do MST que marcham desde o dia 24 de abril, de Cruz Alta com destino a Coqueiros do Sul, estão acampados no quilômetro 3 da RS-142. Próximo ao local, agricultores ligados ao Sindicato Rural de Carazinho monitoram o acampamento. Neste mo mento, a direção do sindicato está reunida com a Brigada Militar.O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que o superintendente do órgão no Rio Grande do Sul, Roberto Kiel, viaja amanhã cedo até a região de Carazinho, no norte do Rio Grande do Sul, para negociar com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Kiel assumiu interinamente a superintendência depois que o superintendente, Cesar Aldrighi, pediu demissão do cargo.Juntamente com o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul, Jeferson Miola, ele deverá tentar um prazo maior para solucionar a situação. O antigo superintendente, Cesar Aldrighi, e o secretário estadual da Reforma Agrária e Cooperativismo, Vulmar Leite, se comprometeram a encontrar uma solução para os cerca de 700 invasores em um prazo de 30 dias, que expira amanhã. A coordenação do MST diz que se não houver proposta de assentamento em outro local, vai resistir à desocupação. Segundo Sílvio dos Santos, da coordenação do movimento, as famílias já começaram a erguer barreiras e barricadas.

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