Sem-terra são intimados a deixar área de ferrovia

Um oficial de Justiça acompanhado de policiais federais e militares intimou ontem integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) a cumprir a ordem judicial para deixar a área da Estrada de Ferro Carajás, em Parauapebas (PA), propriedade da Companhia Vale do Rio Doce, que ocupam desde o dia 17. Segundo a empresa, o oficial constatou que os ativistas, embora tenham desocupado a via férrea por acordo com o governo estadual, estão perto dos trilhos, "ameaçando fazer novo bloqueio, caso não sejam atendidas as suas reivindicações". A empresa considera a presença de pessoas perto dos trilhos perigosa e anunciou que vai colocar placas de alerta na área.De acordo com nota da Vale, o oficial de Justiça constatou que havia no local pessoas armadas de "pau, facão e facas" e alcoolizadas. "Até o momento, cerca de 375 mil toneladas de minério deixaram de ser transportadas, e multas provocadas pelo atraso no embarque de navios que se encontram no porto de Ponta da Madeira, em São Luís, podem ser aplicadas", afirma ainda a Vale.O MST avisou que não pretende sair. "Foi tudo negociado com o gabinete da Presidência da República, que no dia 25 próximo vai se reunir com o movimento e outros cinco ministérios para discutir a pauta de reivindicações", informou o líder dos sem-terra na região, Eurival Martins.

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