Sem-terra querem resistir à reintegração de posse em PE

Em assembléia realizada hoje pela manhã no Engenho Prado, município de Tracunhaém, na zona da mata, trabalhadores de seis acampamentos da região decidiram reforçar a segurança do engenho para impedir o cumprimento de uma ação de reintegração de posse. O engenho foi ocupado há mais de seis anos e recentemente foi considerado improdutivo pelo Incra. Ontem, o Tribunal de Justiça de Pernambuco negou recurso impetrado pelos sem-terra pedindo a suspensão da reintegração, que foi concedida em 1997, mas só veio a ser cumprida no início do mês por determinação do juiz de Nazaré da Mata. Os três acampamentos instalados no Prado foram destruídos e os trabalhadores expulsos. Eles, no entanto, voltaram no dia seguinte, pela força de uma liminar posteriormente derrubada na justiça. Os trabalhadores estão refazendo os acampamentos e afirmaram que não vão obedecer à sentença judicial. Eles se preparam para resistir. Os acampamentos são coordenados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e têm o apoio do MST. Não há data definida para o despejo.

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