Sem-terra protestam em cidades no interior do Paraná

Eles pedem melhorias para os assentamentos e desapropriação de terras

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 14h46

Dois grupos de integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) acamparam no último domingo, em frente às prefeituras dos municípios de Pitanga e Cândido de Abreu, na região central do Paraná. Eles pedem melhorias para os assentamentos e desapropriação de terras. De acordo com as polícias militares dos dois municípios, as manifestações eram pacíficas, apesar do transtorno que causavam no trânsito. O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, deve conversar com as lideranças na quinta-feira.As manifestações começaram por volta das 10h30, quando os sem-terra chegaram às prefeituras e começaram a montar os acampamentos com a promessa de só saírem depois de reunião com o superintendente do Incra. Nos dois locais uma comissão foi recebida pelos prefeitos, que se dispuseram a serem intermediários nas negociações com o Incra, Banco do Brasil e outros órgãos. A pauta de reivindicações entregue aos prefeitos relaciona liberação de crédito para investimento, desapropriação de terras, recursos para moradias e estradas, além de cestas básicas para acampados.Apesar de o MST ter estimado em mil sem-terra nas manifestações de cada uma das cidades, a Polícia Militar de Pitanga informou que cerca de 100 pessoas estavam em frente à prefeitura do município, enquanto em Cândido de Abreu seriam aproximadamente 200 pessoas. ReuniãoA assessoria do Incra informou que Lacerda deve se reunir com os sem-terra em Cândido de Abreu. No encontro, vai comunicar que, no caso de desapropriação de terras, depende de vistorias, que não podem ser feitas em razão da greve dos servidores do órgão. Do mesmo modo informará que os recursos para moradias já estão no Incra, mas a liberação também depende do fim da greve.

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