Sem-terra protestam contra violência em Alagoas

Cerca de quatro mil trabalhadores rurais sem-terra, que saíram de Maceió na última terça-feira (18), chegaram hoje pela manhã à cidade de Atalaia, a 48 quilômetros da capital. A Marcha Pela Vida, como foi "batizada" a caminhada organizada pelos quatro movimentos sociais que atuam em Alagoas (MST, CPT, MTL e MSLT), é um protesto contra a violência no campo, no Estado e no País.Assim que chegaram a Atalaia, os manifestantes se dirigiram à porta do Fórum da cidade, onde tentaram agendar uma reunião com os representantes da Justiça para discutir o assassinato do trabalhador rural Jaelson Melquiades, morto a tiros num assentamento que fica no município. Integrantes do Centro de Gerenciamento de Crise da Polícia Militar, que acompanham a marcha, informaram que a situação é de normalidade por conta dos manifestantes estarem buscando o apoio da sociedade. "É claro que há pessoas na cidade que estão temerosas, mas o comércio e as escolas funcionam normalmente. Não houve alteração na rotina de Atalaia", explicou o major Duvalle. A Marcha Pela Vida faz parte também das várias manifestações nacionais que tiveram início no dia 17 (Dia Internacional da Luta Contra a Violência no Campo). Em Alagoas, as manifestações culminam com a chegada em Atalaia, que é um dos fortes pontos de conflitos agrários. Segundo o coordenador do MST, José Carlos Silva, a visita a Atalaia será um ato simbólico e não há ordem de invasões.

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