Sem-terra pedem rapidez na desapropriação no Pontal

Lideranças do MST, entre eles José Rainha Júnior, reuniram-se nesta quinta-feira com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e secretários estaduais para reivindicar pressa nos processos de desapropriação e de assentamento na região do Pontal de Paranapanema, no noroeste do Estado."Hoje, são seis mil famílias assentadas, mas ainda há muito a fazer. Entre a desapropriação e o assentamento das famílias, é um calvário, leva anos", disse Rainha. "E é essa lentidão por parte do Estado que gera os conflitos e a violência contra os trabalhadores da área rural".Além de agilidade no processo de reforma agrária e da contenção da violência, o MST foi pedir a liberação de crédito para construção de moradia no meio rural, próximo aos assentamentos.O governador anunciou vai liberar uma carta de crédito, pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), para atender aos assentados. Alckmin anunciou também, mas não citou o valor, um financiamento para a área de fruticultura, e ainda para cursos de qualificação e requalificação profissionais.A criação de uma ouvidoria estadual para atender a reforma agrária será objeto de estudo. Alckmin lembrou que o governo já conta com duas ouvidorias, na secretaria da Justiça e no Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp). "Vamos verificar se é interessante criar uma ouvidoria só para reforma agrária ou se as duas que existem podem fazer esse trabalho", disse Alckmin.

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