Sem-terra ocupam palácio do governo em Teresina

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas, Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) ocuparam nesta segunda-feira, 9, por cerca de duas horas, o palácio do governo em Teresina (PI). Os manifestantes chegaram por volta das 11 horas e se instalaram no jardim interno e na sala de reuniões. Queriam negociar uma pauta de reivindicações com o governador Wellington Dias (PT).Depois de duas horas, uma comissão aceitou deixar as dependências do Palácio Karnak, diante do compromisso assumido pelo secretário de governo de que seriam recebidos nesta terça-feira às 10 horas pelo governador, que estava viajando.Os manifestantes querem a garantia do governo estadual quanto à permanência em seus cargos do diretor-geral da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Adalberto Pereira de Souza, do coordenador do Programa Luz para Todos, Júlio Rodrigo, e da coordenadora do Programa Convivência com a Seca, Lúcia Araújo. Querem também a saída do atual superintendente do Incra, padre Ladislau João da Silva e sua substituição por Marcelino Fonteles, ligado aos movimentos sociais. "São nomes estratégicos na construção de uma política de desenvolvimento sustentável no campo", explicou Maria Rosalina dos Santos, do movimento quilombola. A pauta a ser discutida também sugere formas de se chegar a esse tipo de desenvolvimento, segundo a ótica dos sem-terra.Os movimentos sociais calculam que 600 pessoas participaram da manifestação. Para o governo, foram 200 manifestantes. Durante a ocupação, pacífica, a maioria permaneceu nos jardins do palácio jogando capoeira, dançando e cantando. Depois de deixarem as dependências do palácio, eles ficaram acampados na Praça Pedro II, nas proximidades. A expectativa era de pernoitar em algum órgão estadual.

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