Sem-terra ocupam cartório

Dia do Trabalhador Rural teve protestos e invasões

Ricardo Rodrigues, José Maria Tomazela, Angela Lacerda e Tiago Décimo|, O Estadao de S.Paulo

26 Julho 2008 | 00h00

As comemorações do Dia do Trabalhador Rural foram marcadas em todo o País por ocupações e protestos. Em Murici, a 59 quilômetros de Maceió, sem-terra ocuparam um cartório em ato contra grilagem de terras em Alagoas. Em Pernambuco, os atos marcaram desocupação das sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Recife e em Petrolina. A invasão do cartório por trabalhadores rurais sem-terra foi promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). As lideranças disseram que a ocupação foi pacífica e durou até o início da tarde. Durante a ocupação, os sem-terra lembraram que no ano passado, em "comemoração" ao dia do trabalhador rural, os movimentos campesinos alagoanos ocuparam a fazenda Boa Vista, do deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL), em Murici, irmão do senador Renan Calheiros, ex-presidente do Senado. No Recife, o movimento foi contra "o recrudescimento do processo de criminalização dos movimentos sociais". Apoiado pela CPT e parlamentares, o MST protocolou uma carta de repúdio ao Ministério Público Federal. O ato também marcou a desocupação das sedes do Incra, no Recife e em Petrolina, onde sem-terra estavam acampados desde quarta-feira. Na Bahia, cerca de 3 mil trabalhadores rurais, segundo cálculos da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), participaram de um ato no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador (BA). No interior paulista, caravanas do MST protestaram em Presidente Prudente. O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, acusou o governo estadual de recuar do anunciado propósito de regularizar as terras do Pontal do Paranapanema, principal zona de conflito agrário do Estado. "O projeto de lei foi enviado há mais de um ano em regime de urgência e não avançou", criticou. O governo informou que o calendário de votação cabe à Assembléia Legislativa.

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