Sem-terra invadem edifício do Incra em Porto Alegre

Cerca de 300 sem-terra invadiram esta manhã o edifício do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na capital gaúcha. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou que a ação é um protesto contra a demora do Incra em responder à pauta de reivindicações, que foi entregue no dia 29 de janeiro, afirmou o líder regional Ailton Croda. Ele disse que o MST quer o cumprimento integral da meta de assentamentos de 2001 e o retorno das vistorias litigiosas no Estado, entre outros itens. O MST mantém no Rio Grande do Sul 15 acampamentos ativos, com 2,5 mil famílias. Os sem-terra que invadiram o Incra estavam acampados em uma área em frente ao prédio desde o dia 22 de janeiro. O superintendente estadual do Incra, Janio Guedes Silveira, contestou as afirmações do MST. Ele disse que a crítica não procede, pois os itens da pauta de reivindicações foram respondidos e ficou pendente apenas a entrega de cestas básicas. Sobre a meta de 2001, Silveira disse que foram assentadas 1.826 famílias no Estado, abaixo da previsão de 2,5 mil que foi acertada em conjunto com o governo gaúcho. "Com a superintendência invadida, não há como negociar", afirmou. Ele disse que o Incra já está providenciando pedido de reintegração de posse.

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