Sem-terra fecham entrada da Embrapa em Ponta Grossa

Um grupo com aproximadamente 60 famílias de integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) fechou, na manhã desta segunda-feira, 23, a entrada da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Ponta Grossa, a cerca de 120 quilômetros de Curitiba. Eles querem mais rapidez do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para comprar parte da propriedade, onde devem ser assentadas as famílias. A Embrapa registrou a ocorrência na delegacia de polícia e deve entrar nesta terça-feira com pedido de reintegração de posse. Os sem-terra estão acampados na fazenda desde março de 2003 e já constituíram o acampamento Emiliano Zapata. Desde essa época, eles pedem a compra definitiva da área para que sejam formalmente assentados. Nesta segunda, a assessoria do Incra em Curitiba disse que a fazenda da Embrapa está em processo de compra desde 2005, mas estariam faltando alguns documentos. O chefe da assessoria jurídica da Embrapa, Antonio Nilson Rocha, afirmou que, por parte do órgão, já está tudo finalizado e aprovado para a venda. Segundo ele, para a obtenção de alguns documentos que não eram obrigatórios na época da escritura da fazenda foi pedido o auxílio do Incra. "Mas não podemos admitir o que aconteceu pela manhã", reforçou. Segundo ele, a segurança da Embrapa está no local e nada foi quebrado. "Já encaminhamos um advogado para lá e nesta terça devemos ter em mãos a liminar de reintegração", disse. Os sem-terra prometeram ficar em frente à sede da empresa até receber uma "resposta concreta" sobre a resolução do problema.

Agencia Estado,

23 Abril 2007 | 20h21

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